VOCÊ TEM SÍNDROME DO PÂNICO??! É provavelmente a sua comida!

O PERCURSO DO ATAQUE DE PÂNICO




Quase todos nós já experimentamos uma CRISE de ansiedade ou pânico em algum momento de nossas vidas.

Você sabe, o sentimento de ansiedade profunda e incontrolável e acompanhada por suores frios,  dificuldade para respirar, coração batendo acelerado. 

Ninguém no seu perfeito juízo iria voluntariamente ter esse tipo de experiência porque é extremamente desagradável, a ponto de ser quase insuportável.


Em essência, há dois tipos de reações de pânico :  "luta ou fuga"




São as respostas que a Mãe Natureza colocou em nossos cérebros durante os períodos evolutivos quando estávamos à espreita  de animais ferozes e perigos fatais. Uma vez que o perigo havia desaparecido, o organismo iria retornar ao seu estado homeostático normal.

Ao longo dos últimos 100 anos o conceito de síndrome do pânico começou a evoluir lentamente na esfera psiquiátrica.  Acho isso  um pouco estranho porque a maioria dos outros transtornos psiquiátricos comuns foram descritos vários séculos antes.

O estado de ansiedade generalizada foi descrita desde a antiguidade, mas somente nos últimos 30 anos que o conceito de síndrome do pânico surgiu. 


A incidência da síndrome do pânico nos Estados Unidos é de cerca de 5%. Compara-se  este valor com a incidência de depressão em cerca de 17%, o transtorno bipolar em 4,4% e distúrbios de ansiedade generalizada em 5,7%. 

Quando você combina a prevalência de síndrome do pânico com outros transtornos de ansiedade, como transtorno de ansiedade generalizada, torna-se evidente que, pela primeira vez na história, a  ansiedade é o nosso problema número um de saúde mental.



Se tantos transtornos estão se tornando mais frequentes, por que isso ocorre? Os ataques de pânico são virtualmente idênticos aos de "luta ou fuga" as reações que ocorrem em resposta a uma ameaça real, exceto os ataques de pânico que  ocorrem espontaneamente, sem qualquer gatilho óbvio.

PADRÕES:


Durante meus muitos anos de prática médica notei que muitas dessas condições pareciam estar relacionadas nos pacientes que eu estava acompanhando.
Em vez de me concentrar em PADRÕES, concentrei-me em seus sintomas e durante um longo período de tempo notei 22 sintomas que parecem eventualmente desenvolver em muitos destes pacientes. 

Ao mesmo tempo eu estava prestando muita atenção ao seu estado metabólico e eu estava medindo sua composição corporal, a maneira mais precisa para avaliar a obesidade. Notei que os seus sintomas de disfunção cerebral sempre parecem levar as alterações nos parâmetros metabólicos e de composição corporal. Como Hudson e Pope, eu estava vendo um padrão e, eventualmente, estes conceitos se fundiram em uma nova doença que eu agora a chamo de:

Síndrome Cerebral Reversível Associada ao Carboidrato 
ou
SÍNDROME DO CARBOIDRATO

Também ficou claro para mim que esta doença é desencadeada por exposição a alimentos altamente processados, incluindo frutose excessiva, principalmente a partir de açúcares adicionados com alto índice glicêmico e carboidratos, especialmente os grãos, e os ácidos graxos como ómega 6 principalmente a partir de óleos vegetais. Que seriam as pizzas, frituras, massas pães e cereais.



Há alguns anos, Richard Judith Wurtman no MIT mostrou que quando se consome o açúcar e carboidratos com alto índice glicêmico, há um aumento da quantidade de triptofano no cérebro e o triptofano é então convertido em 5-HTP e, finalmente, para o neurotransmissor SEROTONINA calmante. Assim que você come a rosquinha vem uma onda de serotonina temporária dando um sensação de conforto e prazer, esse mesmo processo pode levar à uma deficiência da própria serotonina e da dopamina.



Também é interessante notar que as pessoas com ataques de pânico parecem gerar mais ácido láctico em seus cérebrosAlgumas pessoas parecem ter circuitos de medos sensíveis ao ácido de modo que este acúmulo de ácido láctico podendo ser responsável para os chamados ataques de pânico espontâneos. 







É também interessante notar que pelo menos 25% de frutose é convertido em ácido láctico. É claro que a maioria das pessoas consome frutose a partir dos açúcares adicionados em alimentos processados. 

Assim, parece que essa conexão de pão/pânico está se tornando muito mais provável. 





As dietas Cetogênicas parecem ativar o glutamato, substância excitatória em GABA, que é um dos neurotransmissores inibidores do cérebro mais potentes. Essa é a principal razão  da dieta cetogênica mostrar ser muito eficaz na supressão de crises refratárias em crianças.

Infelizmente, não há muitos 
estudos controlados  em humanos que mostram que dietas cetogênicas e low carb (com baixo teor de carboidratos) são eficazes para o transtorno do pânico. 
Algumas pessoas relataram um aumento da ansiedade e pânico, especialmente durante a transição para uma dieta cetogênica. 
Há alguma evidência de que o jejum intermitente e a dieta cetogênica melhora a eficácia da dieta, especialmente para reverter a perda de peso e síndrome metabólica e diabetes do tipo dois.


Mesmo achando que uma dieta cetogênica pode ajudar a aliviar a ansiedade e pânico, nós sabemos que ela pode ser muito eficaz para a síndrome metabólica, pré-diabetes, diabetes tipo 2 e obesidade. 
Os sintomas de disfunção do cérebro associados à síndrome do pânico, pelo menos teoricamente, parece estar relacionada com esses problemas metabólicos através do conceito síndrome do carboidrato.



Pois  mudar sua dieta apresenta um baixo risco, em caso de dúvida TENTE! 

Se você estiver iniciando uma dieta cetogênica, eu recomendo seguir os conselhos dos peritos. Quando se trata de excelente livro de cetose nutricional Dr. Jason Fung "O Código Obesidade" ou Jimmy Moore de "Keto Clarity" são ótimos para começar. 

Traduzido e adaptado por Flávia Trajano
Edição de Imagens: Flávia Trajano
Criadora da Fan Page e administradora do grupo : JEJUM INTERMITENTE SEM MITOS


Artigo original (AQUI)

15 comentários:

  1. Tenho síndrome do pânico e iniciei a cetogenica para tentar me ver livre. A transição não está fácil e é só o dia 1.

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    1. Estou fazendo também pra amenizar a síndrom, graças a Deus está tudo indo bem.

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  2. Engraçado, tive meu primeiro ataque de pânico quando fiz dieta cetogênica/low carb. Acordei com o coração acelerado, ouvia zunidos, senti falta de ar e desespero, além de uma sensação que eu deveria me matar pois, se não, me matariam.
    Além do meu colesterol ruim Ter pulado pra 400. Não tinha energias nem pra dobrar uma esquina.
    Enfim, uma experiência ruim não anula seus bons resultados, não é? ;)

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    1. Vc sentiu tudo isto!!! Meu Deus!! Pensei estar ficando louca! Tentei duas vz fazer a lowcarb e fiquei horrível, acordei suando, com falta de ar, com uma ânsia estranha, uma senseção de falta de nutriente mas com o estômago explodindo. Nossa pensei que fosse morrer, mas é sempre a noite! Vc melhorou? Foi ao médico?

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    2. Vcs conseguiram seguir com a dieta? Eu não sei o que fazer, pois sinto tudo isso que vcs relataram, somente a noite, mas se eu continuar comendo carboidratos em excesso vou ficar diabética...me sinto perdida, pois preciso fazer low carb para minha saúde mas as crises de pânico aumentam muito...

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    3. Oi. Talvez o erro não esteja na dieta e sim nos efeitos colaterais do Processo de transição Paraná cetose...acho q primeiro tem q aumentar o volume das gorduras e devagar descendo os carbos

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  3. pessoal, o corpo humano não é uma calculadora, por motivos obscuros, o que funciona pra um pode nao funcionar pra outro. Tem de ser por tentativa e erro. Se a cetonica nao deu certo pra voce, parta pra outra abordagem, nao insista no erro.

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  4. Eu sofria de depressão e síndrome de pânico há quase 5 anos...ao adotar a low carb me curei..e me sinto livre!

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    1. Cris, queria falar com vc sobre esse assunto, me fale seu Facebook.

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  5. Cristiane Pontes, mais no início vc teve crises? Porque esse é meu caso e estou pra enlouquecer.

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  6. Ana Carolina vc deu continuidade a low carb? As crises de pânico cessaram? Quando eu tento low carb minhas crises aumentam...

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  7. Comecei a dieta tb é a nutrologa passou um monte de vitamina para tomar. Ao diminuir o carboidrato e parar com o açúcar passei mal, tive náusea, constipação, mau humor, tava sem paciência. Agora atacou síndrome do pânico além de me sentir deprimida

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  8. Experimentei o jejum intermitente não fiquei legal não,pensamento acelerado,ansiedade

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  9. E estava fazendo o uso de Complexo B também

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  10. Passei pelos mesmos sintomas fazendo a low carb. As crises de pânico vieram com tudo. Tive que aumentar as doses dos medicamentos e parei com a dieta e estou a seis meses sem crise. Gostaria de voltar com a dieta, mas tenho receio

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