JEJUM NA VISÃO DE UM ESPECIALISTA

Na visão do Dr Barakat um médico especialista em Medicina Preventiva escreveu este artigo muito interessante:
Todos devem ter em mente é que as dietas são únicas e devem ser seguidas apenas com recomendação de um nutricionista, e não algo de fácil busca somente em redes sociais. A dieta low-carb e jejum  são exploradas no livro “Eat Stop Eat”, do especialista em Jejum Brad Pilon, ele propõe que a Dieta Intermitente significa abster-se de comida (ou de qualquer coisa calórica) por 24 horas. Os líquidos não-calóricos estão liberados – água, chá, café. O autor propõe que os jejuns sejam praticados uma ou 2 vezes por semana. Alguns estudos mostram que os benefícios já ocorrem com 16 horas, de modo que não há rigidez, mas sim flexibilidade quanto ao horário para fazer este tipo de jejum. O período de 24 horas foi escolhido por praticidade – a pessoa, por exemplo, almoça, não janta, não toma café no dia seguinte, e almoça novamente 24 horas depois. Em outras palavras, passa 24 horas em jejum, mas não fica nenhum dia sem comer. No decorrer do livro, existem alguns conceitos básicos do Pilon que dão maior entendimento a questão do funcionamento desta dieta: só existem dois estados metabólicos possíveis, o alimentado (“fed”) ou “em jejum” (“fasted”) e, enquanto estamos no estado alimentado, o corpo está no modo armazenamento e, no jejum, usa as reservas.  Em nosso estilo atual, passamos no mínimo 2/3 do nosso tempo alimentados – em um ideal de pessoa que se alimenta de 3 em 3 horas -, ou seja, isto impede o uso das reservas de gordura.
Agora temos de entender um fator importante: a insulina é reduzida com a baixa ingestão de carboidratos (low carb), mas nunca fica tão baixa quanto em jejum, sendo que o metabolismo não desacelera com jejuns de período curto. Do ponto de vista evolutivo, isto é óbvio: quando estamos com fome, precisamos ter energia para ir à luta e caçar algum animal ou achar umas raízes – se desacelerássemos, nossa falta de comida só pioraria, e morreríamos. Isto é diferente da fome crônica, na qual desaceleramos para não morrer. Há estudos que comprovam a  observação de um aumento do metabolismo basal com jejum de até 72 horas – são três dias sem comer. Já em outro documento, voluntários que praticaram jejum intermitente em dias alternados por 22 dias não apresentaram nenhuma redução de seu metabolismo. Ou seja, o metabolismo não depende muito do que você come ou deixa de comer, e sim de sua quantidade de massa magra (músculo), sendo que o que irá manter seu metabolismo basal alto é a musculação.
Quanto à fome, Brad Pilon nos diz que a fome verdadeira é algo difícil de explicar, e que provavelmente nenhum de nós jamais experimentou. Nós sentimos a angústia de não poder comer na hora que desejamos ou o desapontamento de não poder comer aquilo que desejamos, mas Fome, mesmo, é reservada para aqueles que passam semanas sem poder comer direito e não têm certeza se e quando poderão comer novamente. A maioria das pessoas já sente fome ou irritação quando passa cerca de 3 horas sem comer. Mas, neste momento, metabolicamente falando, você ainda está no estado “alimentado”, ou seja, seu corpo ainda estão processando os alimentos consumidos na última refeição. Há ainda energia não utilizada oriunda da última vez que você comeu, e você já está com fome. Como isso é possível? Simples. A forma com que comemos todos os dias “ensina” ao nosso corpo quando (a que horas) esperar por comida, e mesmo que tipos de comida esperar. Sugiro que leiam mais ou o livro ou no Blog do Dr. Souto (do qual utilizei como base para este post) e saibam mais sobre a Intermitente.

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